Palestra IV
Programados para Engordar - Evolução das Doenças Associadas ao Desenvolvimento

     De que forma a evolução nos tornou indivíduos que através do prazer por alimentos palatáveis, acumulam muito mais que necessitam de nutrientes para sobreviver. Associado a uma maior ingestão alimentar acima das suas necessidades, ocorre uma diminuição do gasto energético e da atividade física espontânea.  Por que isso se tornou uma vantagem adaptativa evolucionária? Por que, nas últimas décadas, vem deixando de ser, principalmente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento? Qual o período da vida em que esses mecanismos se estabelecem? Que importância o leite tem no processo de programação metabólica que leva à obesidade e suas co-morbidades, como o diabetes mellitus, as dislipidemias, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares? Como a massa de tecido adiposo regula todo esse mecanismo e a partir de quando esses circuitos se estabelecem? Qual o papel de hormônios produzidos pelo tecido adiposo, como leptina e adiponectina, têm no desenvolvimento? Que fatores associados ao desenvolvimento econômico tem contribuído para que a adaptação estabelecida no início da vida, resulte em doenças durante o desenvolvimento biológico?  Essas e outras perguntas relacionadas começam a ser respondidas pelo nosso laboratório e por outros grupos que estudam DOHaD  (Developmental Origins of Health and Disease).

Egberto Gaspar.png

Egberto Gaspar de Moura

Egberto Gaspar de Moura é Professor Titular de Fisiologia e Fisiopatologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Coordenador da Coordenadoria de Estudos Estratégicos (CEED) da UERJ (a partir de janeiro 2020), bolsista de produtividade 1A do CNPq e Cientista do Nosso Estado (CNE) da FAPERJ. De janeiro de 2016 a 30 de dezembro de 2019 foi pro-Reitor de pós-graduação e pesquisa da UERJ, sendo membro do Diretório Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-graduação (FOPROP), em 2019. Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da UERJ, em 1981, Mestre em Ciências Biológicas (Fisiologia, 1985) e doutor em Ciências Biológicas (Fisiologia, 1991) ambos pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), orientado pela Dra. Doris Rosenthal. Fez doutorado-sanduiche na Southwestern Medical School, em Dallas, Texas, de 1988 a 1990, onde trabalhou com os Drs. Alvin Taurog sobre efeitos do agentes anti-tireóideos e Samuel McCann sobre o controle neuroendócrino da tireóide. Professor do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG) da UERJ, desde 1982, onde desde 2002, é professor Titular concursado. Professor Visitante da Harvard Medical School, de 1997 a 1998, no Beth Israel Hospital em projetos ligados a resistência a hormônios tireóideos em modelos de camundongos transgênicos. Foi Vice-Diretor do IBRAG (1993 a 1997) e Coordenador dos Programa de Pós-graduação em Biologia (nivel 6 da CAPES), de 1999 a 2003 e de Fisiopatologia Clínica e Experimental (nível 7 da CAPES) da FCM/UERJ, de 2003 a agosto de 2008. (Texto reduzido)