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Terceiro dia: 07 de Novembro

Palestra III 

Aline Teixeira - Vacinas Inovadoras_ Leptospirose.jpg

Vacinas inovadoras: da bancada ao SUS
Palestrante: Dra. Aline Florencio Teixeira

Vacinas Inovadoras: A importância das vacinas e os desafios no desenvolvimento de uma vacina contra leptospirose

As vacinas representam um dos maiores triunfos da história da saúde pública e da ciência médica. O desenvolvimento de vacinas evoluiu de métodos empíricos para métodos mais elaborados. As plataformas envolvidas no desenvolvimento de vacinas incluem as vacinas tradicionais que utilizam o patógeno vivo, mas atenuado, ou completamente morto e inativado. Versões mais modernas focam em subunidades purificadas do agente infeccioso, enquanto as tecnologias mais recentes, como os vetores virais e o RNA mensageiro, entregam instruções genéticas para que as nossas próprias células produzam temporariamente o antígeno de interesse.  O foco no desenvolvimento de vacinas não está apenas em criar novos imunizantes, mas também em resolver problemas relacionados a patógenos que sofrem mutação, fazendo com que a vacina perda sua eficácia, ou problemas relacionados a vacinas que apresentam uma resposta exclusiva dependente do sorovar, como é o caso das vacinas para leptospirose.  A leptospirose é uma das doenças zoonóticas mais disseminadas no mundo, causada por bactérias espiroquetas do gênero Leptospira. O grande dilema atual consiste na dificuldade de desenvolver uma vacina humana que seja, ao mesmo tempo, eficaz e duradoura. O principal obstáculo é a imensa diversidade biológica do patógeno: existem mais de 300 sorovares de Leptospira identificados, e a imunidade gerada pelas vacinas atuais, que são compostas por bactérias inativadas é sorovar-específica. Isso significa que uma vacina produzida para um tipo de bactéria não oferece proteção contra outros, o que é um problema crítico em regiões onde múltiplas linhagens circulam simultaneamente. Além disso, essas vacinas tradicionais proporcionam uma imunidade de curto prazo, exigindo reforços frequentes. Para superar essas barreiras, a busca por uma vacina universal foca na identificação de antígenos conservados, ou seja, proteínas de superfície que estejam presentes em todas as espécies patogênicas da bactéria. Atualmente, as pesquisas mais promissoras utilizam biotecnologia avançada, como vacinas de DNA, RNA mensageiro e proteínas recombinantes cujo objetivo consiste em garantir uma proteção ampla, segura, de longa duração e eliminação da dependência de reforços constantes.

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