MCTP III - Terapia larval: uso de insetos para o tratamento de feridas

A terapia larval (TL), também conhecida como larvoterapia e biocirurgia, trata-se da aplicação de larvas necrófagas de moscas, de forma cuidadosa e controlada. As larvas, previamente desinfectadas e criadas em laboratório, promovem a cicatrização de feridas através da remoção do tecido necrosado; desinfecção e estimulação da formação de tecido de granulação. Este tratamento tem sido uma maneira alternativa, e por vezes mais eficaz, para a promoção do reparo tecidual. As larvas ingerem crostas, exsudato purulento e microrganismos, que morrem através das exosecreções liberadas pelas larvas e ao passarem pelo tubo digestório do inseto. Nos Estados Unidos, a TL foi amplamente empregada até a década de 1930, caindo em desuso logo após o aparecimento dos antibióticos. A alarmante incidência de feridas que não cicatrizam e o desenvolvimento de cepas bacterianas resistentes a esses medicamentos favoreceram o ressurgimento da TL, atualmente, muito utilizada, em países tais como Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Israel. A TL resulta em rápida cicatrização, que pode contribuir com a diminuição do número de amputações, que atinge cerca de 84% dos pacientes diabéticos. No Brasil, a TL tem sido estudada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e aplicada em humanos em Natal, no Rio Grande do Norte, para o tratamento de úlceras de pés diabéticos. Entretanto, ainda existe preconceito e desconhecimento por parte da população e dos profissionais de saúde, quanto a este tratamento, assim objetiva-se no presente curso mostrar os benefícios, dificuldades e discutir como tornar a prática rotineira, incluindo o treinamento para aplicação da técnica.

Local: Sala B - Central de Aulas 2 Instituto de Biociências.

Início às 8h30

Palestrante: Dra. Franciéle de Souza Masiero

Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bacharel em enfermagem. Experiência em microbiologia. Atualmente, trabalha com terapia larval para o tratamento de lesões tegumentares em animais de pequeno e grande porte; desenvolvimento de agentes tópicos para a cicatrização de feridas em modelos experimentais.

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