Simpósio II
Covid-19 

Covid-19 e Pré-eclâmpsia: causa ou consequência?

A pré-eclâmpsia (PE) é uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo, especialmente em locais de baixa e média renda, onde a infecção por COVID-19 também tem apresentado maior impacto. A possível associação entre COVID-19 e PE é ainda controversa na literatura, com resultados conflitantes. O substrato fisiopatológico é a infecção pelo SARS-CoV-2 ocorrer através do sistema renina-angiotensina (RAS).  O receptor de Angiotensina 2 (ACE2) é a via de infecção viral em diferentes tipos celulares e a infecção por COVID-19 reduz a sua disponibilidade e com isso altera o equilíbrio pressórico. Níveis reduzidos de ACE2 estão associados ao aumento do risco de PE. Além disso, ambas as condições cursam com intensa ativação inflamatória e vascular. Objetivo da aula: discutir se a infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez aumenta o risco de ocorrência de pré-eclâmpsia e desfechos adversos

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Possui graduação (2003) e Residência Médica (2006) pela Universidade Estadual de Campinas, com Mestrado (2008) e Doutorado (2011) em Tocoginecologia, também pela Unicamp. É professora Livre Docente pelo Departamento de Obstetrícia da mesma Universidade desde 2019. Realizou pós-doutorado no exterior, na Washington University (2014-2016), em Saint Louis (Missouri-EUA). Após seu retorno, instituiu um Biobanco de placentas no CAISM-Unicamp e tem trabalhado para gerar avanços na pesquisa translacional envolvendo morbidade materna, pré-eclâmpsia e vírus emergentes. É diretora científica da Rede Brasileira de Estudos em Hipertensão na Gravidez (REHG) e coordenadora do programa de Pós-graduação da Tocoginecologia-Unicamp.

Drª. Maria Laura Costa

Possíveis sequelas na memória em decorrência da infecção por Covid-19

A Covid-19 inaugurou novo capítulo na história das doenças humanas. A maioria dos infectados sobrevive, mas com sequelas. O Coronavírus revelou-se neurotrópico e uma das alterações mais frequentes é o que vem sendo denominado de “brain-fog”. Nesta, os pacientes relatam dificuldades na memória, lentidão no pensamento, redução na concentração, confusão mental, cefaleia. Estes sintomas são descritos de 30 a 81% das pessoas que tiveram Covid e podem perdurar por muitos meses.

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Graduado em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul (1983) e doutorado em Neurologia pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurologia, atuando principalmente nos seguintes temas: esclerose múltipla, neuroimunologia e manifestações neurológicas na aids.

Prof. Dr. Fernando Coronetti Gomes da Rocha

Injúria Renal Aguda na COVID 19

Atualmente, o mundo vive em meio à pandemia da COVID-19, doença viral causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa desde quadros assintomáticos até a síndrome respiratória aguda grave com evolução para disfunção de múltiplos órgãos e morte. Dentre as piores evoluções, é comum a presença de injúria renal aguda (IRA) e embora haja estudos que associem o desenvolvimento da IRA a piores desfechos, ainda é escassa a literatura latina que analisa a associação entre IRA e COVID-19 e seus aspectos fisiopatológicos, epidemiológicos e clínicos. 

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Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000), mestrado (2005) e doutorado (2007) em Fisiopatologia em Clínica Médica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Livre docente em nefrologia desde 2015. Atualmente é coordenadora do programa de pós graduação Fisiopatologia em Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu e coordenadora em exercício do Núcleo de Avaliação de Tecnologia em Saúde do HC-FMB. É médica nefrologista e chefe da Unidade de Diálise do HC-FMB, com vasta experiência na área de Medicina, atuando principalmente nos temas: diálise peritoneal, hemodiálise e injúria renal aguda.

Profª. Drª.  Daniela Ponce