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Um novo alerta dentro das salas cirúrgicas



O cenário dentro dos centros cirúrgicos é conhecido como estéril, sendo assim as cirurgias são realizadas nas melhores condições de segurança para o paciente, porém esse cenário pode estar sendo alterado pelo um hábito comum entre vários profissionais; a utilização dos celulares em seus respectivos ambientes de trabalho. Um estudo realizado no Hospital de Recife ascendeu um alerta ao mostrar que 88 % dos celulares dentro dos centros cirúrgicos, durante as cirurgias, estão contaminados. E, além disso, a contaminação desses celulares é pela colonização de bactérias que estão relacionadas á #infecções hospitalares.

Um total de 50 celulares foi analisado durante o estudo, mesmo sendo um número baixo, a infectologista Carla Sakuma, considera os dados preocupantes, pois o hábito do uso dos celulares no ambiente cirúrgico é grande. Esses dados levam os profissionais de saúde a se atentarem, e pensarem em estratégias e ações que conduzem a adoção de hábitos que previnam a transmissão relacionada ao uso de celulares. Segundo o estudo, pensar na tentativa de tornar os celulares estéreis ou bani-los, não é aconselhado, porém devemos reconhecer o sinal de alerta que a pesquisa nos trouxe.

No ambiente hospitalar é comum encontrar essas bactérias, mas medidas de higiene simples, como lavagem das mãos, auxiliam no controle da transmissão. O estudo agora nos conduz a imaginarmos ações que vão além da simples lavagens das mãos, mas ações que se somam e contribuam para a diminuição das colonizações de bactérias nos celulares dos profissionais de saúde que acompanham as cirurgias. Uma forma simples de se pensar, seria a utilização de produtos que auxiliariam na limpeza dos celulares antes da entrada nas salas cirúrgicas. Como já se utilizam os sabões “especiais” para lavagem das mãos nos centros cirúrgicos, seria interessante a inclusão de alguma substancia que auxiliaria na limpeza (não na esterilização) não só dos celulares, mas de outros aparelhos, ou instrumentos que são permitidos nas salas de cirurgias, como por exemplo, o estetoscópio.

Como já dito anteriormente, não devemos ignorar os resultados do estudo, mas tentar solucionar ou encontrar alternativas para minimizar o problema, pois todo cuidado é pouco.


Fonte 1

Fonte 2

Fonte 3

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