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Terapia CAR T-Cells: a imunoterapia inovadora contra o câncer.


Os linfócitos T são um tipo de glóbulo branco responsáveis pela resposta imunológica do organismo e desempenham um papel central na resposta contra patógenos. Atualmente, pesquisas resultaram em uma técnica de imunoterapia contra o câncer chamada Terapia com linfócitos T com receptores quiméricos de antígeno ou Terapia de células CAR-T.


O tratamento funciona da seguinte forma:

  • As próprias células T do paciente são extraídas do sangue e modificadas em laboratório para que possam reconhecer e agir contra as células cancerígenas.

  • Essas células passam a ter receptores artificiais de membrana, chamados de "Receptores quiméricos de antígeno" que então reconhecem e destroem o tumor.

  • Após as modificações em laboratório as células são mantidas em cultura por semanas, para sua proliferação.

  • As células T já modificadas retornam por uma única infusão ao paciente, que anteriormente passa por uma quimioterapia leve e tem suas células T originais reduzidas.


Por enquanto, essa imunoterapia aplica-se somente à dois tipos de câncer: em crianças e jovens adultos com Leucemia Linfoblástica Aguda e adultos com Linfoma não Hodgkin. Ambos estão relacionados aos Linfócitos B, que são atacados, saudáveis ou tumorais, por um banho de compostos químicos chamado de "tempestade de citocina".


As perspectivas para a aplicação do tratamento no futuro são otimistas, e com o aumento dos estudos e ensaios clínicos, pesquisadores estão analisando a expansão para outros tipos de câncer, como Mieloma Múltiplo e Leucemia Mielóide Aguda. Tratamentos feitos na Pensilvânia, EUA, apresentaram um índice de 70% a 90% de regressão da Leucemia Linfoblástica Aguda em pessoas logo após a terapia.



Efeitos Colaterais

Devido a intensa quantidade de citocinas liberadas, algumas reações adversas parecidas com a gripe podem surgir, como febre, dores musculares e nas articulações. Há também chances de sintomas neurológicos surgirem como convulsões e até edema cerebral. O paciente pode apresentar desorientação e tornar-se incapaz de falar por alguns dias, mas todas as funções neurológicas são recuperadas com o passar dos dias.

Logo, o tratamento é realizado no hospital, após a infusão o paciente fica em observação por algumas semanas, devido as chances dos sintomas se tornarem severos.



Na América Latina a técnica foi testada pela primeira vez em 2018 por cientistas do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela Fapesp. Um paciente de 63 anos, que já havia sido submetido a diversos tratamentos para um caso avançado de linfoma não Hodgkin obteve bons resultados.


Fontes:

https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/12/03/batalha-entre-celulas/

https://saude.abril.com.br/medicina/tratamento-que-reprograma-suas-celulas-contra-o-cancer-e-testado-no-brasil/

https://www.mdanderson.org/publications/cancerwise/car-t-cell-therapy--9-things-to-know.h00-159221778.html?cmpid=youtube_CW_immunotherapy_leukemia_lymphoma


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