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Suspensão de regra nos EUA reacende debate sobre pesquisas com alguns tipos de vírus


Recentemente o governo americano suspendeu uma regra que proibia experimentos com alguns tipos de vírus de grande perigo de transmissão, tais como a Influenza, Sars (Síndrome respiratória aguda grave) e Mers (Síndrome respiratória do Oriente Médio). Esta medida foi executada com a justificativa de que os benefícios dessas pesquisas superariam os riscos.


A proibição foi imposta inicialmente em 2014, quando houve violações de segurança durante pesquisas com Antraz e o vírus Influenza A (H5N1). Apesar de liberadas, as pesquisas com esses tipos de vírus deverão passar por um comitê científico responsável por avaliar sua viabilidade.


Com a repercussão da notícia, criou-se um debate entre acadêmicos e a sociedade em geral. Afinal, vale mesmo correr o risco para pesquisar um vírus com potencial de morte, sendo que não há grande incidência (ou nenhuma) na população? Segundo algumas pessoas, sim, vale o risco, pois os Estados Unidos não estariam preparados caso houvesse um surto hoje. Então, tais pesquisas deixariam os americanos um passo à frente de ameaças de surto global. Porém, Marc Lipsitch, epidemiologista da Universidade Harvard, disse à publicação científica Nature que esse tipo de experimento “não fez quase nada no sentido de melhorar a nossa preparação para pandemias, mas cria o risco de uma pandemia acidental”. Apesar da crítica, saudou o nível de controle extra necessário para pesquisas.


Esta discussão traz a tona um antigo debate semelhante sobre a possibilidade de se fazer pesquisas com as únicas amostras que restaram da varíola, doença que foi erradicada mundialmente em 1980 após ter matado mais de 500 milhões de pessoas. Nesta situação, a Organização Mundial da Saúde é que detém controle das amostras em laboratórios nos Estados Unidos e Rússia. O temor é que, além de possível falha em biossegurança, possa existir interesses como arma biológica.


A questão que fica é: em prol da segurança futura, deve-se fazer pesquisas com microorganismos independente dos possíveis riscos neste processo? Mesmo em casos como a varíola?


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Fonte: G1 e Ciência Hoje

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