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Malária: Entenda mais sobre essa doença sem fronteiras


A malária é uma doença infecciosa febril aguda que é causada pelo protozoário do gênero Plasmodium, sendo que a transmissão ocorre através da picada de fêmeas do mosquito Anopheles que estão infectadas pelo parasita e, por ser necessária a presença do vetor, ela não é uma doença contagiosa. Este vetor, chamado popularmente de mosquito prego, é mais abundante em determinados períodos do dia, havendo maiores taxas de transmissão da doença ao entardecer e ao amanhecer.


Assim, os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, sendo que no caso da malária do tipo grave, na qual o paciente deve ser hospitalizado, pode ocorrer complicações clínicas, como prostração, alteração da consciência, dispnéia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias. Já o tratamento dessa doença ocorre por meio da ingestão de fármacos, os quais visam impedir a continuação do ciclo de vida do parasita em eventos específicos, como na interrupção da esquizogonia sanguínea, a qual é a reprodução assexuada do parasita no interior de hemácias humanas, provocando sua posterior lise; destruição de formas latentes do parasita das espécies P. vivax e P. ovale presentes no interior de hepatócitos, as quais passam a serem chamadas de hipnozoítos; e interrupção da transmissão do parasita, através do impedimento do desenvolvimento de seus gametócitos.


No Brasil, a maior parte dos casos de malária encontram-se nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, sendo que, porém, ela não pode ser negligenciada nas demais regiões do país, pois são nestas áreas que a taxa de letalidade da doença é maior. Além disso, seu diagnóstico no país ocorre principalmente pelo método da gota espessa, no qual uma gota de sangue periférico do paciente é corada com corante vital, como o azul de metileno e o Giemsa, os quais vão marcar especificamente o parasita, e sua observação sob microscópio óptico, a fim de analisar a morfologia e em qual estágio do desenvolvimento encontra-se o parasita; já em laboratórios mais avançados, utiliza-se a técnica de PCR para a obtenção do diagnóstico.


Enfim, vários avanços tem surgido na área científica, como o projeto “Further development of a new asexual blood-stage malaria vaccine candidate”, o qual busca desenvolver uma vacina contra a malária a partir de um antígeno específico encontrado no estágio sanguíneo do parasita, chamado de PfRipr5, sendo que tal pesquisa é realizada em colaboração internacional, com envolvimento de pesquisadores do Japão, da Alemanha e de Portugal. Com isso, destaca-se o papel da pesquisa no maior entendimento, tratamento e cura de uma patologia reemergente que afeta milhões de pessoas por todo o mundo.


Fontes:

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/malaria

https://www.newsfarma.pt/noticias/7848-portugal,-jap%C3%A3o-e-alemanha-juntos-no-desenvolvimento-de-uma-vacina-contra-a-mal%C3%A1ria.html

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