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LUGAR DE MULHER É NA CIÊNCIA

“O principal bloqueio no caminho de qualquer progresso é e sempre foi a tradição inquestionável”, considerava Chien-Shiung Wu.


Em meio á nova revolução feminista, nunca fomos tão fortes. O caminho ainda é longo e temos um percurso cansativo a seguir, mas hoje, no Dia Nacional da Mulher, paramos para prestigiar a vista até então alcançada. Em celebração á ciência e a presença feminina em revoluções científicas, trazemos nomes de mulheres com grande destaque na ciência atual e um pouquinho de sua história.


Lígia Moreiras Sena: a mãe cientista

Fundadora do site “Cientista que virou mãe”, que reúne relatos e textos informativos de mulheres cientistas de diversas áreas, a paulista Lígia encontrou na segregação universitária sexista sua primeira barreira para ascensão ao conhecimento acadêmico. Com 15 anos sonhava estudar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), instituição que, até então, não permitia o ingresso de mulheres. Acabou por se formar em Ciências Biológicas na nossa gloriosa UNESP e sua atuação se destacou na área de neurofarmacologia. Concluiu seu segundo doutorado em Saúde Coletiva e hoje tem dois livros sobre criação e desenvolvimento infantil. Em uma entrevista ao site IG, conta”assim que minha filha nasceu, abandonei 15 anos de estudo na área de neurociências porque comecei a identificar muitas das dificuldades que as mulheres passam a viver porque se tornam mães”. Voltou sua pesquisa sobre a violência obstétrica no Brasil e hoje usa seu site como veículo de empoderamento e informação para mulheres de todo o país.


Tânia Vertemati Sanches: uma das geneticistas pioneiras

Médica pediatra que, após terminar sua residência, concluiu um mestrado na área genética mas só atuou nessa área depois de anos como pediatra. Hoje é um dos grandes nomes em genética oncológica, reprodutiva, erros inatos do metabolismo, dismorfologia e farmacogenética, apesar de ainda atender alguns casos pediátricos. Relata, em entrevista ao IG, que, apesar de não encontrar grande diferença entre a presença feminina e masculina no curso de medicina, infelizmente, deparou-se com a desproporção ao ingressar na área genética. Viu a predominância masculina aumentar conforme o número de especializações para o cargo e conclui que tal disparidade é promovida pelo infeliz e persistente papel que a sociedade assume para mulheres. No entanto, reforça que em um mundo de papéis igualitários, essa função poderia ser equacionada.


Georgia Gabriela da Silva Sampaio

Com 19 anos, a jovem negra e nordestina foi disputada por nove (isso mesmo, NOVE) faculdades internacionais: Stanford, Minerva, Duke, Yale, Columbia, Northeastern, Middlebury, Darthmouth e Barnard College. Por fim, optou por Stanford, onde destacou-se pela sua pesquisa sobre endometriose. Em 2015, foi premiada em um programa incentivador de projetos de empreendedorismo social e inovador, promovido por ex-alunos e professores da Universidade de Harvard.


Rafaela Salgado Ferreira

A mineira Rafaela, que dirige o laboratório de modelização molecular e de concepção de medicamentos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e faz simulações computadorizadas de moléculas que possam inibir uma proteína responsável pela ação do protozoário Trypanossoma Cruzi, causador do Mal de Chagas. Em março deste ano, ganhou o prêmio Rising Talents concedido pela Fundação L’Oreal em parceria com a Unesco, agência da ONU para educação, ciência e cultura. Ganhou destaque ao dedicar-se a estudar doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica.


Thaisa Bergmann

Astrofísica brasileira que, assim como Rafaela, recebeu um prêmio da Fundação L’Oreal, o “Para Mulheres Na Ciência”, por conta de sua pesquisa sobre buracos negros. Agora, Thaisa quer continuar seus estudos na área e afirma que, no Brasil, falta investimento em instrumentos de última geração para observação do céu. Com a problemática em vista, a cientista e sua equipe buscam promover a adesão do país ao ESO, o Observatório Europeu do Sul, que dispõe da rede de melhores instrumentos do mundo.


Carolina Motter Catarino

Cientista brasileira que recebeu o prêmio “The 2017 Lush Prize”, organizado pela empresa de cosméticos Lush, ao desenvolver um modelo de pele humana in vitro para testes de toxidade em dermocosméticos. O estudo inicial aconteceu sob orientação da Prof. Silvya Stuchi, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. O modelo foi desenvolvido através de uma impressora 3D, utilizando células humanas originadas de amostras de pele removidas em cirurgias plásticas e expandidas in vitro, de modo a gerar quantidade suficiente de células para reconstruir a pele. Depois de impressas, as amostras são dispostas em uma incubadora durante um período de 12 a 21 dias, necessário a diferenciação das camadas de pele. Ao findar do processo, o modelo pode ser usado para avaliar o potencial irritante ou corrosivo de substâncias aplicadas topicamente, segundo descrição da pesquisadora.


Lugar de mulher é onde ela quiser e, se esse lugar for a ciência, que sejam todas bem vindas!











BIBLIOGRAFIA

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/03/a-cientista-brasileira-premiada-por-pesquisar-doencas-negligenciadas-pela-industria-farmaceutica.shtml

https://jornalggn.com.br/noticia/thaisa-bergmann-a-brasileira-premiada-por-pesquisa-com-buracos-negros

https://canaltech.com.br/inovacao/brasileira-e-premiada-por-metodo-que-substitui-testes-de-cosmeticos-em-animais-106710/

http://agencia.fapesp.br/mulheres_entraram_na_ciencia_pela_cozinha/14780/

https://www.cientistaqueviroumae.com.br/escritoras.index

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2018-03-08/mulheres-na-ciencia-hoje.html

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