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Como as mudanças climáticas afetam os insetos e a agricultura

O efeito das mudanças climáticas anormais e referentes a atividade humana nas últimas décadas é bastante exposto, dialogado e relativamente estudado, entretanto, o foco se encontra nos efeitos dessas alterações de temperatura especialmente em vertebrados, sendo que pouco se fala sobre as consequências aos insetos, tanto aos polinizadores quanto às pragas.


Pela natureza pecilotérmica, os insetos são propensos a responder de forma rápida ao aumento de temperatura, o qual tende a afetar seus parâmetros de vida, interações ecológicas intra e interespecíficas e o comportamento de voo, principalmente.


De acordo com estudos e periódicos, as temperaturas elevadas provocam um aumento nas taxas de reprodução e alimentação, fatores os quais afetam principalmente regiões que apresentam clima temperado, uma vez que nesses locais ainda deve ser estabelecida uma relação natural entre a produção, consumo e reprodução dos insetos e seus impactos principalmente na agricultura, relação esta que já está melhor fundamentada nos países de clima tropical e equatorial.


Ainda no campo da agricultura, um estudo publicado na revista Science revela que, para cada grau Celsius de aumento da temperatura média, as perdas nos cultivos de arroz, milho e trigo serão entre 10% e 25% ao ano, uma vez que as altas temperaturas favorecem não só a reprodução mas também a taxa metabólica dos insetos, tornando-os mais famintos.


Na tentativa de controlar as perdas, o Centro de Segurança Alimentar e Meio Ambiente relata o aumento do uso de pesticidas, de organismos geneticamente modificados e demais práticas agrícolas, como rotação das culturas. Entretanto, revela que a situação é iminente e as infestações por pragas vão agravar os problemas da insegurança alimentar e danos ambientais por todo mundo, caso as medidas contra o aquecimento global permaneçam inalteradas.


Entretanto, o cenário é oposto caso as temperaturas continuem a subir indiscriminadamente. Ainda que o Acordo climático de Paris tenha meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C até o final do século, as previsões indicam que o aumento totalize 3,2°C, levando à redução de populações de plantas (44%), vertebrados (26%) e insetos, com redução de até 49%.


Desta forma, apesar de negligenciados, os estudos a respeito dos impactos das mudanças climáticas sobre os insetos mostram-se fundamentais para a manutenção dos ciclos naturais, como polinização e revolvimento do solo, mas também para se evitar a propagação excessiva das espécies, causando impactos negativos na agricultura e produção, entretanto, evitando efeitos extremos, como sua própria extinção.


Fontes:


https://brasil.elpais.com/ciencia/2019-12-28/insetos-estao-adiantando-seu-voo-pela-mudanca-climatica.html

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/08/30/interna_internacional,984827/insetos-causarao-mais-danos-as-plantacoes-pelas-mudancas-climaticas.shtml

https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,calor-deve-aumentar-reproducao-de-insetos-e-afetar-producao-de-alimentos-no-mundo,70002480358

https://exame.abril.com.br/ciencia/invisiveis-no-debate-climatico-insetos-vao-sofrer-com-alta-do-termometro/

https://www.centerforfoodsafety.org/

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