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A ciência é feminina

O cenário nas ciências sempre foi muito hostil para as mulheres.


Na idade média, aquelas que ousassem ter mais conhecimento do que os “homens de valor” deveriam ser queimadas e sua sabedora demonizada. Eram tidas como bruxas, marginalizadas e hostilizadas. Muitas mulheres nesse período foram mortas por simplesmente reconhecerem os poderes medicinais de ervas, o que tornou o período citado um grande retrocesso científico.

Felizmente, na contemporaneidade muito se fala sobre isso, e muito se fala também sobre como a idade do obscurantismo foi deixada para trás e a ciência avançou, mas pouco se fala sobre o tratamento dado as “bruxas atuais’, as nossas cientistas.


A partir da idade moderna, as mulheres deixaram de serem queimadas em fogueiras e não tiveram mais seus conhecimentos demonizados, pelo contrário, suas descobertas são divulgadas ao mundo com muito prestígio e aclamação, entretanto... Não levam seus nomes.


No lugar de Rosalind Franklin, temos os nomes James Dewey Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins.



Rosalind Franklin: uma mulher britânica do século 20.

Conseguiu em sua vida reunir as incríveis façanhas de estudar na Universidade de Cambridge e se graduar em físico-química. Conseguiu tornar-se pesquisadora e desenvolver estudos sobre as microestruturas do carbono e do grafite. Conseguiu aplicar seus estudos com difração do raio-x para determinar a estrutura da molécula do DNA. Conseguiu reunir provas que conduziram a importante descoberta da dupla estrutura da molécula de DNA.

Mas não conseguiu o prêmio Nobel de fisiologia por essas descobertas. E quanto a isso, nada teve a ver sua grande capacidade científica.


Infelizmente, assim como o de Rosalind, muitos outros nomes femininos foram injustiçados e apagados de suas descobertas, e mesmo que tentemos, o reconhecimento póstumo não muda o passado. Por isso, é importante que façam justiça na ciência atual reconhecendo nossas cientistas.

Falem sobre elas, divulguem seus trabalhos e gravem seus nomes, para que nenhum homem ouse apaga-lo.


Foto: Tiago Queiroz - Estadão


Ester Sabino: uma mulher brasileira do século 21.

Médica, diretora do Instituto de Doenças Tropicais da USP e coordenadora do grupo que mapeou o genoma viral do Corona. Conseguiu, com sua equipe, de maioria feminina, o mapeamento em 48h depois da chegada do vírus no Brasil.


Jaqueline Goes de Jesus: uma mulher brasileira do século 21.

Bioquímica, pós-doutoranda em doenças infecciosas e parte essencial na equipe. Com seu auxilio no mapeamento genético, tornou possível identificar se o vírus já está circulando em nível local, independente de viagens ao exterior.


Ingra Morales Claro: uma mulher brasileira do século 21.

Biomédica, doutoranda da Fiocruz na Bahia e parte da equipe. Já trabalhou para tornar as técnicas de sequenciamento de vírus mais baratas e rápidas e atualmente é responsável pela vigilância epidemiológica do instituto.


Apenas assim, reconhecendo nossas mulheres, nossas cientistas, poderemos homenagear as injustiçadas do passado.

Ester, Jaqueline e Ingra, são só alguns nomes que devem ser divulgados por trazerem avanços imprescindíveis para a ciência brasileira.



A Equipe Organizadora do Encontro Nacional de Biomedicina homenageia e parabeniza todas as Mulheres nesse 8 de março.

Parabéns as cientistas, as historiadoras, as donas de casa e todas as outras mulheres que contribuem para o grande desenvolvimento da humanidade.







FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51685638

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,liderado-por-mulheres-grupo-de-pesquisa-que-sequenciou-genoma-do-coronavirus-vive-famarepentina,70003219077

https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/5172-brasil-genoma-coronavirus.html

https://canaltech.com.br/internet/mulheres-historicas-rosalind-franklin-a-injusticada-mae-do-dna-78101/

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/20/ciencia/1519150633_000516.html

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